EMOR

Emor, אמור

Aspectos da 31ª

O texto desta Parashá é:

Emor, אמור -(Levictus 19:1-20:27) >>Sigf.fala, a fala

Salmo 42

Haftará >>Ezequiel 44:15-31

Esta parashá descreve as leis específicas aos cohanim e ao Cohen Gadol, sobre as restrições para garantir a pureza destes. Também são citados os defeitos físicos que impedem um cohen de realizar o serviço sagrado, assim como as restrições a todo aquele que esteja tamê ou seja, impuro. Prossegue descrevendo as leis acerca de terumá, das festividades religiosas e do uso dos utensílios do Tabernáculo como a menorá. A parashá encerra-se com a descrição da morte de um homem que amaldiçoou o nome de D-us.

Seguindo os passos da ordem dada na porção da semana anterior a toda o povo compromissada com a Torah, para ser santo, a Parashá Emor (Vayicrá 21:1-24:23) começa discutindo várias leis dirigidas especificamente aos Cohanim e ao Cohen Gadol, cujo serviço Divino exige que mantenham um alto padrão de pureza. Ela contém a ordem para que o Cohen abstenha-se de ficar ritualmente impuro através do contato com um corpo morto (exceto parentes próximos) e aumenta as restrições sobre quem poderiam desposar.

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Primeiro serviço

A porção cita defeitos físicos que impedem um cohen de realizar seu trabalho no Templo Sagrado, a menos que se cure. O assunto então volta-se à nação inteira: qualquer um que esteja tamê, impuro, recebe ordens de afastar-se dos locais e coisas que sejam especialmente sagradas. Após discutir as leis de terumá (a pequena porcentagem de comida que deve ser separada da colheita na Terra de Israel e dada a um Cohen, antes que a porção restante possa ser comida) e as várias imperfeições que tornam uma oferenda inadequada, somos advertidos a ser cuidadosos para não profanar o nome de D'us e, ao contrário, santificá-Lo a todo custo.
A Torá continua a discutir as festas do ano (Pêssach, Shavuot, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucot e Shemini Atsêret), seguidas pelas duas mitsvot constantes mantidas no Mishcan: o acendimento da menorá todos os dias e a exibição de lechem hapanim a cada semana. A porção termina com o horrível incidente de um homem que amaldiçoou o nome de D'us e foi punido com a pena de morte por ordem Divina.

Segundo serviço

Infelizmente, as pessoas nem sempre são justas. Se alguém informar a você que não pode ter um determinado trabalho devido a um defeito físico, seja o trabalho de médico, advogado ou Chefe da Tribo, a maioria das pessoas diria: "Ei, meu senhor, isso não é justo!" Entretanto, todos esperam que D'us seja justo, se não na prática, pelo menos nas regras escritas. Eis por que muitos sábios através dos tempos têm discutido a parte aparentemente não igualitária da porção desta semana da Torá, que trata das leis dos Cohanim. Após descrever vários detalhes de como um Cohen deveria manter-se especialmente puro, D'us diz a Moshê que um Cohen com qualquer defeito físico, como cegueira, eczema ou mesmo um pé quebrado não poderia aproximar-se do Mishcan, para realizar o serviço sacerdotal de trazer oferendas, pois isso "profanaria Meu local sagrado" (Vayicrá 21:23).
Como pode ser? Nossa fé não é para aperfeiçoamento interior, onde o Criador nos julga pelos nossos pensamentos e ações, não pela nossa aparência pessoal?

Terceiro serviço

Na prece fundamental do Shemá, está escrito que devemos servir a D'us "com todo nosso coração e toda nossa força" e Ele ficará satisfeito conosco. O salmo Aishet Chayil, recitado toda sexta-feira à noite como um louvor às mulheres da casa, informa-nos que "o encanto é falsidade e a beleza é vã, mas uma mulher que teme D'us, essa deve ser louvada." Então, como pode uma pessoa que tem a infelicidade de ser cega ou desenvolver uma doença de pele ser excluída do serviço de D'us, se possui um bom coração?
Convenientemente, Rabi Meir Simcha HaCohen de Dvinsk faz a mesma pergunta, e nos dá a resposta em duas partes. A primeira é a mais óbvia - pois D'us é o árbitro daquilo que constitui a verdadeira justiça, e tudo que Ele faz é justo por definição. As leis a respeito das oferendas são chukim e podemos apenas adivinhar as razões pelas quais Ele deseja que certas pessoas estejam envolvidas neste serviço, e outras sejam excluídas.
Isso nos ensina que não devemos aplicar nossos limitados ideais humanos de "justiça" às ações de D'us. 

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Primeiro serviço

Esta resposta é mais compreensível no caso de um Cohen que nasceu com um defeito. Entretanto, isso não é realmente compreensível no caso de alguém que D'us considerou merecedor quando anteriormente desempenhou o serviço sacerdotal, mas agora foi golpeado por essa lista. Devemos portanto assumir que esta pessoa tornou-se desmerecedora de servir, através de algum pecado ou ato que cometeu.
Mas certamente há pessoas defeituosas que são mais justas que outras saudáveis.
Rabi Meir Simcha responde a isso de uma maneira clássica, fazendo outra pergunta: Se deveria haver desqualificações, por que D'us simplesmente não dizia ao profeta da época quais pessoas haviam pecado, e o profeta as desqualificaria do serviço sacerdotal?
Rashi declara que o fato de a Torá escrever a palavra "defeitos" uma vez mais (ibid. 21:21), após já ter listado vários exemplos, ensina-nos que qualquer defeito físico é motivo para desqualificação, mesmo um que não seja aparente ou visível de imediato. Portanto, explica Rabi Meir Simcha, o defeito físico é uma maneira de D'us enviar uma mensagem direta à pessoa afligida que, mesmo se suas ações parecem ser puras externamente, podem existir falhas internas ou um traço de caráter que ele precisa remediar.
O defeito de forma alguma significa que ele é "mau" ou "pecador"; ao contrário, sugere que há um pequeno atributo ou atividade que ele precisa aperfeiçoar antes de retomar o serviço sacerdotal. Talvez apenas o próprio Cohen possa descobrir esta falha através de sua própria introspecção, enquanto as "autoridades no ensino de Torah" possam ser incapazes de encontrar o problema interno.
Esta lição de responsabilidade pessoal não se aplica apenas aos Cohanim. Cada um de nós, em nosso próprio nível, deve manter nosso relacionamento único com D'us e responder às sutis mensagens que Ele envia constantemente em nossa direção. 

Cohanim e levitas  

Na Parashá anterior, Moshê disse ao Povo de Israel que eles eram a nação santificada para D'us. Por isso, deveriam respeitar muitas leis que precisam cumprir. Moshê continuou dizendo: "Uma tribo entre vós é mais santa que as outras: a tribo de Levi. E dentro da tribo de Levi, os cohanim são ainda mais santos que os demais levitas. Apenas os cohanim podem executar a avodá (serviço) dos corbanot (sacrifícios). Os levitas farão as demais tarefas do Bet Hamicdash."

Por que D'us elegeu a tribo de Levi para servi-Lo no Bet Hamicdash?

A resposta é que esta tribo foi leal a D'us, mesmo em tempos difíceis e perigosos.

Apesar de a maioria dos membros do Povo de Israel adorar ídolos no Egito, os levitas nunca o fizeram. A maioria do povo deixou de fazer berit milá (circuncisão) em seus filhos recém-nascidos quando o Faraó o proibiu. Em contrapartida, os levitas continuaram a fazê-lo, apesar do perigo que isto representava. Também no deserto os levitas se destacaram como tsadikim. Quando Aharon perguntou "Quem doará ouro para fazer uma imagem?", a maioria dos homens doou. Porém nenhum homem da tribo de Levi doou, nem se inclinou perante o bezerro. Por isso, D'us disse: "Elegerei esta tribo de tsadikim para realizar Minha avodá no Mishcan e no Bet Hamicdash."

Um cohen não deve tocar num corpo morto

Como os cohanim são o grupo mais sagrado da tribo de Levi, devem observar leis especiais.

Moshê ordenou aos cohanim: "Não podereis tocar nem carregar o corpo de um morto. Não podereis sequer permanecer sob um teto onde haja um corpo, e não podereis entrar num cemitério nem assistir ao enterro de outro judeu; não vos será permitido caminhar sobre um túmulo, nem tocá-lo. Porém, é uma mitsvá enterrar vossos sete parentes mais próximos, mesmo que isto os torne impuros."


Um cohen não deve tocar num corpo morto

Os sete parentes mais próximos de um homem são:
Sua esposa
Sua mãe
Seu pai
Seu filho
Sua filha
Seu irmão
Sua irmã solteira (se a irmã do cohen for casada, este não pode enterrá-la)

Atualmente, essas leis especiais ainda se aplicam aos cohanim, devendo ser observadas por homens e meninos, porém não por mulheres e meninas.

Similarmente, os cohanim que oferecem os sacrifícios no Bet Hamicdash devem ser puros, sem impurezas que se impregnam em seus corpos.

Um Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) é ainda mais sagrado que um cohen comum. Ele não pode sequer enterrar seus sete parentes mais próximos. Existe uma única pessoa cujo enterro é uma mitsvá para ele: um met mitsvá. No trecho seguinte, mais detalhes sobre isto.

Até um Cohen Gadol deve sepultar um met mitsvá (o corpo de uma pessoa compromissada com a Torah, que esteje abandonado)

Se um Cohen Gadol ou cohen estiver andando por um caminho deserto e deparar-se com um judeu morto, deve proclamar: "Encontrei um judeu que necessita de sepultura! Por favor, se há alguém me ouvindo, que venha e o enterre!"

Se alguém escutar seu chamado, o cohen não deve sepultar o corpo. Contudo, se ninguém o escuta, o cohen deve enterrar este judeu morto. Um cohen que sepultar um met mitsvá ou um de seus parentes torna-se impuro. Na época do Templo, não lhe era permitido voltar ao Bet Hamicdash ou realizar a avodá até ser purificado com água misturada às cinzas da vaca vermelha.

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Matrimônios proibidos a um cohen

A Torá proíbe um cohen de casar-se com uma dessas mulheres: (Estas leis também vigoram atualmente)
Chalalá: a filha de um cohen ou Cohen Gadol nascida de uma união que lhe é proibida; por exemplo, uma moça nascida do casamento entre um cohen e uma divorciada
Zoná: uma mulher que teve relações proibidas
Guiyoret: uma convertida. O cohen só pode casar-se com uma moça judia de nascimento
Guerushá: uma mulher divorciada
Um Cohen Gadol tem mais restrições ao escolher uma esposa que um cohen comum, por causa de sua santidade superior. Ele não pode desposar uma viúva. (Uma viúva está acostumada com os hábitos de seu primeiro marido, sendo-lhe mais difícil adaptar-se à nova posição de esposa do Cohen Gadol.)
Ele deve desposar uma moça que nunca teve relações com outro homem.
Se um cohen contrai matrimônio com uma mulher que lhe é proibida, e esta dá à luz um filho, este filho é chamado de chalal. Ele não é considerado cohen, nem pode realizar a avodá.
Leia mais: 

Devemos honrar um cohen


A Torá nos comanda a dar prioridade a um cohen em todos os assuntos comunitários. Por exemplo: Num banquete ou refeição, o cohen deve ser servido primeiro.
Ao lavarem as mãos para a refeição em grupos pequenos, o cohen deve ser o primeiro.
Concedem-lhe a honra de recitar a bênção sobre o pão.
Tem o direito de ser o primeiro a ser escolhido para liderar o zimun (a introdução à Bênção após as Refeições, se três ou mais adultos comem uma refeição juntos).
É o primeiro a ser chamado à Torá, seguido de um levi e por último um yisrael.
Ao distinguirmos o cohen, devotamos honra ao Todo Poderoso, que o escolheu como Seu servo.
O Cohen Gadol é "Santo dos Santos". Consagrado pelo San'hedrin (a mais alta corte de justiça) de setenta e um membros, era ungido com o sagrado shêmen hamishchá (óleo da unção e consagração utilizado no Primeiro Templo), e portava os oito trajes do Sumo Sacerdote.
São cinco os atributos que um cohen deve possuir para ser eleito Sumo Sacerdote:
Sabedoria: Este é um pré-requisito. O Cohen Gadol realizava o serviço Divino como representante da nação inteira. A qualidade mais importante de todas era sua grandeza em Torá.

Fatores que impedem o cohen de realizar o serviço Divino

Aparência agradável: Apesar da beleza externa não ser uma qualidade intrínseca importante, é apropriado ao Sumo Sacerdote possuir boa aparência, em honra a D'us e ao Bet Hamicdash. (Da mesma forma, ao escolhermos um objeto para mitsvá, é de bom tom escolhermos o mais bonito.)
Força física: É uma vantagem para o serviço do Cohen Gadol se ele for forte. Para citar apenas um exemplo, deve realizar o extenuante serviço de Yom Kipur em jejum.
Riqueza: O Cohen Gadol deve ter posição financeira melhor que os outros cohanim.
Idade: É preferível que possua a dignidade e experiência que advém com a maturidade.
Na prática, contudo, o tribunal escolhia o Cohen Gadol independentemente da idade, contanto que possuísse as outras qualificações. Se o filho de um Cohen Gadol está apto a tomar seu lugar, tem precedência sobre os outros cohanim, mesmo se for jovem.  

Um cohen com algum defeito físico não pode realizar a avodá do Bet Hamicdash.
Um defeito físico pode ser de nascimento; por exemplo, cegueira (mesmo de um olho); ou um defeito temporário, como por exemplo um ferimento. 

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Primeiro serviço

O cohen retoma sua avodá somente quando curado. Nossos Sábios enumeram cento e quarenta imperfeições que desqualificam o cohen de realizar a avodá.
O Zôhar ensina que os cohanim refletem as Hostes Celestiais, que são perfeitas. Assim sendo, tanto os cohanim quanto os sacrifícios precisam estar em estado de perfeição para o serviço Divino.
Um cohen que não pode oferecer sacrifícios por causa de uma imperfeição recebe outras tarefas no Bet Hamicdash, como examinar a madeira para o Altar, a fim de certificar-se que não tem vermes. Apesar de não realizar o serviço, lhe é permitido comer dos sacrifícios.
Um cohen também pode ser desqualificado para o serviço por causa de um defeito em sua linhagem, ou seja, um de seus ancestrais contraiu matrimônio proibido a um cohen.
Um cohen fica temporariamente excluído do serviço se tornar-se impuro, por exemplo, por ter tocado um corpo sem vida ou a carcaça de um animal.

Qualquer cohen e sua família podem comer a terumá (sua porção da produção agrícola), se estiverem puros. Um judeu que não é cohen não pode comer terumá.


Kidush Hashem 

Se ordenarem a um judeu que cometa assassinato, adore ídolos ou mantenha relações com alguém proibido, do contrário será executado, deve deixar que o matem. Sua morte então trará kidush Hashem, santificará o nome de D'us. Sua alma será recompensada no Mundo Vindouro.
Cada vez que rezamos o versículo Shemá Yisrael, devemos nos lembrar que estamos dispostos a morrer antes de negar que D'us é o único D'us. Como se sabe, milhares e milhares de judeus, no transcorrer de nossa história, foram mortos por kidush Hashem. Destacar determinados mártires para ilustrar esta mitsvá seria injustiça para com inúmeros judeus, também em nossa época, que doaram a vida para santificar Seu Santo Nome. Homens, mulheres e mesmo crianças de nossa nação, incomparável em santidade, submeteram-se sem hesitar a horríveis torturas, morte na fogueira, pela espada, e toda sorte de métodos bárbaros e indescritíveis, a negar sua fé em D'us.
Toda pessoa pode santificar o Nome do Todo Poderoso sempre que se defrontar com a escolha de transgredir ou não um mandamento da Torá, ou cumprir ou não um mandamento positivo. 

Yamim Tovim e o Shabat

Quando se abstém de cometer um pecado, ou cumprir uma mitsvá positiva, não porque se sente pressionado pelo ambiente ou a fim de receber recompensa; porém apenas por uma razão - pelo amor ao mandamento do Todo Poderoso, sua ação santifica o Nome de D'us. Sempre que um judeu age com esta motivação em mente (mesmo em particular), cumpre a mitsvá de Kidush Hashem.
Outra oportunidade de cumprir essa mitsvá é comportar-se de tal maneira que os que observam sejam tomados pela grandeza e dignidade de um compromissado com a Torah, que foi educado nos caminhos de Torá. As atividades diárias de uma pessoa tornam-se umn exemplo para todos que estão à sua volta.

Rambam (Maimônides) descreve um judeu cuja aparência e conduta representam um verdadeiro Kidush Hashem como se segue:
"Se uma pessoa versado em Torá dirige-se aos outros numa maneira gentil e amistosa, recebe-os com semblante aberto e receptivo, não os ofende mesmo se o insultam, honra até os que o tratam levianamente, dirige os negócios honestamente; é visto ocupando-se constantemente com Torá enquanto veste talit e coloca tefilin, e se ainda age em relação aos companheiros além do exigido por lei, então este judeu santifica o Nome Divino."

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Primeiro serviço

As datas dos Yamim Tovim que D'us nos deu também são sagradas. Porém, em Yom Tov pode-se executar alguns tipos de melachá: preparar e cozinhar alimentos, e carregar pela rua objetos necessários, tarefas estas proibidas no Shabat.
"Cada Yom Tov é único, portanto devereis trazer corbanot especiais ao Bet Hamicdash."
Moshê instituiu que deve-se começar a estudar as leis de cada Yom Tov trinta dias antes do começo da Festa, e no próprio Yom Tov.
O início de um novo mês judaico era determinado pelo Tribunal, dependendo do relato satisfatório de duas testemunhas idôneas, que observaram a aparência da lua nova.
Seguindo esse raciocínio, o início da Festa depende de quando foi Rosh Chôdesh, no vigésimo nono ou trigésimo dia do mês lunar. Não só isso, como depende da decisão do Tribunal se o ano terá ou não um mês extra intercalado nos doze regulamentares. D'us garantiu-nos que o dia que for proclamado Yom Tov pelo Tribunal também será sancionado por Ele no Céu.
Pode-se pressupor que a profanação do Yom Tov poderia ser tomada levianamente, pois sua santidade foi colocada em vigor pelo homem. Portanto, a Torá o justapõe ao Shabat, a fim de ensinar-nos que a profanação de ambos é igualmente proibida.
Quais Festas a Torá ordena que observemos?
Pêssach
Shavuot
Sucot
Rosh Hashaná
Yom Kipur
Também celebramos Chanucá e Purim. Estas duas Festas não foram ordenadas pela Torá. Foram instituídas mais tarde pelos Sábios, por causa dos acontecimentos que ocorreram posteriormente em nossa história.

As três primeiras - Pêssach, Shavuot e Sucot - recebem o nome de Shalosh Regalim, ou seja "As três Festas de peregrinação (a Yerushaláyim)". Em cada uma destas Festas, os homens devem viajar ao Bet Hamicdash e oferecer corbanot..

Segundo serviço

Pedaços de vida
por Rabi Avraham Berkowitz

"Agora eu entendo por que minha mãe não comia pão durante uma semana inteira na primavera" - disse a filha de 70 anos de Basya a Rabi Shmuel Kaminetzky, Rabino Chefe de Dnepropetrovsk, e um dos representantes da Federação das Comunidades Judaicas da CIS na Ucrânia.
Mas deixe-me começar pelo princípio, e partilhar com vocês uma impressionante história de retorno judaico na Antiga União Soviética.
Uma jovem foi até o escritório de Rabi Kaminetzky certo domingo à tarde. Sua bisavó estava solicitando que ele a visitasse na minúscula aldeia não-judaica de Pridniprosk, a quase duas horas de Dnepropetrovsk.
"Sua bisavó é judia?" perguntou o Rabi.
"Não" - foi a pronta resposta da garota.
"Há algum judeu em sua família?" continuou o Rabi.
"Não" - respondeu mais uma vez a adolescente.
Rabi Kaminetzky consultou sua agenda lotada, como eram as de todos seus colegas emissários de Lubavitch no mundo todo, e disse à jovem que poderia marcar uma visita para dali a duas semanas.
Uma semana depois a moça voltou a Rabi Kaminetzky, implorando que fosse imediatamente.
"Minha bisavó tem mais de 90 anos e está muito fraca para viajar. Ela precisa falar com o senhor imediatamente." Rabi Kaminetzky deu alguns telefonemas para desmarcar os compromissos pelo restante do dia e acompanhou a jovem de volta à pequena aldeia.
Rabi Kaminetzky entrou na casinha em Pridnipropsk e viu Basya, uma mulher muito, muito idosa. Basya começou a chorar incontrolavelmente quando percebeu que o Rabi viera. Por fim, acalmou-
se e começou a falar num yidish esfarrapado. "Fui criada num lar judeu religioso. Durante um pogrom em minha cidade natal de Yekatrinislav (agora chamada Dnepropetrovsk) em 1911, vi meus pais serem mortos à minha frente."

Terceiro serviço

Basya passou a falar em russo, idioma no qual se sentia mais à vontade, e suas filhas, netas e bisnetas escutaram com grande surpresa. Ela narrou como vizinhos gentios bondosos a tinham recolhido e cuidado dela, sob a condição que obtivesse novos documentos e jamais contasse a ninguém que era judia, pois eles temiam que isso pudesse sua vida em perigo.
"Até este momento" - disse Basya solenemente - "nenhuma outra alma neste mundo soube que eu era judia." Basya estremeceu de emoção quando contou ao Rabino que sempre tivera esperanças de que este momento chegaria, quando ela poderia enfim revelar seu segredo. Desejava, pelo menos, ter um funeral judaico.
O aposento ficou silencioso à medida em que Basya recordava algumas de suas primeiras memórias. "Rabi, lembro-me bem de minha infância e as coisas maravilhosas da vida judaica.
Lembro-me do Rabino Chefe de nossa cidade e sua Rebetsin, Rabi Levi Yitschak Schneersohn e Rebetsin Chana."
Rabi Kaminetzky ficou impressionado por este encontro carregado de emoção. Escutou enquanto Basya relembrava mais memórias judaicas e perguntou-lhe gentilmente sobre sua vida desde que se mudara para esta pequena aldeia não-judaica. Basya tivera três filhas. Cada uma de suas três filhas tivera três filhas também. Rabi Kaminetzky explicou às filhas, netas e bisnetas de Basya que elas eram judias.
Antes de sair, Rabi Kaminetzky disse à família que ele ou alguns de seus colegas ficariam em contato com elas, para que pudessem ser apresentadas às suas raízes judaicas.
No dia seguinte, a bisneta voltou ao escritório de Rabi Kaminetzky em Dnepropetrovsk. Com lágrimas nos olhos, disse: "Vovó faleceu logo depois que o senhor saiu de casa. Gostaríamos que lhe organizasse um funeral judaico."
Foi depois do funeral que uma das filhas de Basya contou a Rabi Kaminetzky: "Agora entendo por que minha mãe não comia pão durante uma semana na primavera, e por que jejuava um dia inteiro em cada outono."

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Primeiro serviço

O desejo de Basya foi respeitado, e ela foi enterrada como judia. Durante sua vida, ela tinha sonhado com o dia em que poderia revelar que era judia. Mas certamente seu desejo mais ardente, algo que nem ousava sonhar, era que suas descendentes pudessem viver como judias. E foi exatamente isso o que aconteceu.
Rabi Kaminetzki e sua equipe no Centro Comunitário Judaico em Dnepropetrovsk contactaram o restante da família de Basya. Convidaram-nos a comparecer aos programas educacionais, culturais e religiosos do JCC. Facilitaram seu ingresso na vida judaica e no modo judaico de viver.
Atualmente, todas as filhas, netas e até os bisnetos de Basya estão vivendo vidas judaicas; muitos emigraram para Israel.

A história de Basya não é um fato isolado. Há judeus e judias que ao descobrirem sua origem judaica estão se reconectando com o povo judeu.

Segundo serviço

Fonte:Chabad

Talmud

Midrash

Pikeavot

Torah

Aplicabilidade para um Yachid

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